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A luta pela felicidade - parte III

Meteram conversa, saíram umas vezes juntos e logo começaram a namorar...e ela pensava que estava ali o seu príncipe encantado mas como estava enganada. O pior é que demorou sete anos a tomar consciência disso! No início tudo eram mar e rosas, um cenário idílico, um mundo de emoções e sentimentos novos, numa mistura explosiva de muita cor que com o passar dos anos se foi tornando cada vez mais cinzenta. Ela sabia que ele gostava muito dela mas aquele encantamento inicial depressa se foi desvanecendo porque ela passava-se com a falta de reacção do outro lado...sendo ela muito enérgica e cheia de genica não conseguia compatibilizar-se com alguém que era a pura inércia em si. Para qualquer coisa lá era a Iris chamada...ou para obter a sua certidão de nascimento para ele ser naturalizado português (tinha nascido no Brasil), para preencher os papéis do IRS, para tratar de qualquer situação burocrática....ela passava-se mas não dizia nada. Mantinha-se em silêncio, não conseguindo nunca ser ela própria, mas foi deixando andar...estava como que acomodada. Acomodada? Aiiiii uma das piores sensações que podemos ter!

Entre a espada e a parede....era assim que ela se sentia mas nunca teve a coragem de o dizer...deixava andar até porque o trabalho era um dos seus pontos de abrigo e era aí que se refugiava! E isto durante sete anos...como é que tal é possível? Até que um dia ele pediu-a em casamento e ela, sem saber como, disse que sim! A pior resposta de sempre!

Foram organizando tudo, ou melhor ela organizou tudo, tratou da quinta, da igreja, dos convites, do fotógrafo e por aí fora. Ele? Simplesmente a acompanhava porque no fundo ela era como a sua muleta! Até que um belo dia, a cerca de um mês do casamento, já com todas as pessoas convidados e tudo organizado, ela disse BASTAAAAAAAA!!!!!!!!! Caiu-lhe a ficha e viu que aquilo que não era a vida para ela! Não se via a viver diariamente ao lado de alguém assim, sem rasgo, sem energia, sem capacidade de reagir, mais parecia um robot! Disse-lhe que estava tudo acabado e que cada um devia seguir a sua vida e tentar ser feliz porque o casamento que se aproximava não iria resultar e o divórcio seria depois a solução!

Nesse dia ela sentiu um alivio enorme...sentiu-se como um passarinho que libertam de uma gaiola e voou, voou, voou sem destino! Mas sabia que teria de ser muito forte porque as consequências desta decisão radical teriam as suas repercussões..e de que maneira! Ela nunca se importou com a opinião dos outros, porque afinal a vida era sua e se tivesse de dar cabeçadas dava, se tivesse de cair caía...mas em casa a pressão tornou-se insuportável ao ponto de ela chegar exausta depois de mais um dia de trabalho e ser forçada a pegar no carro e vaguear pela estrada sem destino só para não ouvir: "O que foste fazer?", "O que vão pensar as pessoas", "Já viste o quanto ele está a sofrer", "Deste cabo da tua vida"!!!!!!

À conta disso, e apesar de ser uma pessoa forte, foi apanhada nas teias de uma depressão enorme que a levou a perder mais de dez quilos...estava muito desfigurada mas sabia que lá no fundo tinha tomado a melhor decisão para si em nome da sua felicidade. Foi difícil e, no fundo, tinha a percepção de que nunca devia ter deixado arrastar uma relação durante sete anos...deveria ter tomado essa decisão muito antes...mas nada havia a fazer para alterar o timing...tomou a decisão mais radical da sua vida e, ainda hoje, costuma dizer que, naquela altura, os "tomates" lhe subiram! É que nem fazem ideia de quanta coragem e força é preciso para tomar um passo destes...até aí não estava a pensar em si...mas quando mudou de atitude e parou para pensar apercebeu-se que aquele tinha sido a decisão mais importante da sua vida! Mesmo doente foi ultrapassando o problema, com alguns altos e baixos à mistura, mas sentia-se livre, feliz por estar a ser ela propria e porque, no fundo, sabia que Deus tinha algo de muito bom destinado para ela. Poderia demorar mas sabia que um dia havia de encontrar a sua alma gémea!

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