sábado, 28 de julho de 2012

Mais cultura para todos!


No mundo atual onde o stress e as crises de ansiedade são uma constante, basta para tal relembrar que somos um dos países da Europa que mais consome anti-depressivos, fruto de uma crise económica, mas também de valores e princípios, as pessoas deviam tentar encarar a vida com outros olhos. Há tantas formas de relaxar sem necessidade de muitos gastos, como por exemplo, um passeio pelo parque, uma tarde passada numa esplanada, uma ida à praia. E, porque não visitar exposições e espectáculos promovidos de forma gratuita ou, então, fazer-se acompanhar por um bom livro.
É tudo uma questão de fazer uma pesquisa na internet nos sites das autarquias ou consultar os cartazes das festas e romarias cujo apogeu acontece, agora, no Verão. Mas aqui o Governo também devia ter um papel mais interventivo, possibilitando que a cultura fosse um bem ao serviço de todos, o que não acontece com os cortes e mais cortes no sector. Até se compreende se reflectirmos nas palavras do poeta António Lobo Antunes sobre este tema: “A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo de escravos”. Estamos neste mundo para aprender a cada dia que passa e a sede do saber nunca é demais. Posso dizer que, este ano, nas Festas de São Bento assisti a um excelente concerto da Áurea, uma artista portuguesa celebrizada por cantar em inglês, e já no ano passado, também em Santo Tirso, adorei o espectáculo promovido pelos Amor Electro. E, tudo isto de forma grátis.
No que toca aos livros, claro que os preços exorbitantes praticados nas livrarias não estão ao alcance de todos, mesmo até com os descontos praticados nas feiras de livros realizadas de Norte a Sul do país, mas como, desde há uns meses, tenho participado em Feiras de Coleccionismo e Antiguidades, lanço o repto para que todos visitem estes espaços. Aqui encontram-se verdadeiras relíquias a preços imbatíveis mas, na maior parte das vezes, as pessoas passam pela banca, olham para os títulos mas nem sequer perguntam o valor dos livros. Parece que têm medo, receio…perguntar não custa e de certeza que perante tais valores iam para casa mais enriquecidos culturalmente. Pode ser que os tempos mudem as vontades e a forma de olhar a vida com outros olhos!!!!