sexta-feira, 4 de maio de 2012

Despedir a troco de nada!


Foi com grande consternação que tomei conhecimento da intenção do Governo em reduzir, já a partir de Novembro, as indemnizações por despedimento para seis a dez dias por cada ano de trabalho, depois de, no ano passado, já ter procedido a uma diminuição de 30 para 20 dias. E, então, a justificação do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, é de bradar aos céus: “Esta é a média europeia”, esquecendo-se que Portugal tem dos ordenados mínimos mais baixos da União Europeia, já para não falar de outras discrepâncias noutras matérias que vão além da legislação laboral, em comparação com os 27 países da zona Euro.
Depois da eliminação de feriados nacionais e outros religiosos, de quererem aumentar o horário de trabalho, dos cortes nas horas extra, sem esquecer as outras tesouradas dadas em outros sectores, designadamente na saúde, educação e cultura, também pretendem aumentar para 17 meses o período mínimo para que um trabalhador tenha direito a ser indemnizado em caso de despedimento.
Para o Governo estas são “medidas fundamentais para tornar o mercado de trabalho mais competitivo”, colocando as empresas “numa melhor posição face às suas concorrentes europeias, permitindo criar melhores postos de trabalho”. Como?! Repita lá outra vez que eu não entendi. Como se a competitividade pudesse ser alcançada por esta via…como estão enganados. Favorecem, sim, os patrões, aumentando a exploração do proletariado num país onde já existem um milhão e 200 mil desempregados, isto sem contar com os trabalhadores precários. Sérgio Dal Sasso, empresário brasileiro, consultor empresarial e escritor tem uma frase chave: “O mundo a que chamamos de competitivo, na verdade foi desenhado pela agressividade comercial, amparado por um marketing esperto e nem sempre honesto, para poder gerar impulsos de decisões de compra”.
Em Portugal estes impulsos estão diminutos, dado o baixo poder de compra de cada cidadão, com os bolsos mais vazios e mais descrentes nos governantes. Triste realidade a nossa, onde é que isto vai parar?
Susana Cardoso

2 comentários:

  1. É mesmo uma boa pergunta, minha querida. Pediram-nos para apertar o cinto, mas na realidade colocaram-nos a corda ao pescoço. Beijocas grandes *****

    ResponderEliminar
  2. Podes crer minha querida...ja nao ha barriga que aguente de tanto apertar o cinto...se o Governo desse o exemplo e tambem o apertasse isso é o que era...ou entao se taxassem os bens de luxo que por aí andam resolvia se logo uma grande parte desta crise...enfim....uns com tudo outros com pouco ou quase nada!!!!

    ResponderEliminar

AQVA, dermacosméticos com água termal portuguesa

Tal como acontece com outras instâncias termais internacionais - de que são exemplo a Avene, Vichy, La Roche Posay e a Uriage - também as T...