Avançar para o conteúdo principal

O Governo continua a surpreender!


Tal como eu, milhares de portugueses ficaram abismados quando confrontados com as recentes declarações de Passos Coelho a propósito do desemprego: “Isto não pode ser um sinal negativo. Desperdir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida”, afirmou o Primeiro-Ministro no lançamento do Programa Estratégico +E +I (Mais Empreendedorismo, Mais Inovação). Num país com cerca de um milhão e 200 mil desempregos, cujos números continuam a subir diariamente e formam filas imensas nos Centros de Emprego, como é que se pode ter o desplante de tecer tais comentários, vendo o desemprego como uma oportunidade. Oportunidade para quê?! Eu interrogo-me como é que as condições atuais do mercado de trabalho podem ajudar os cidadãos a mudarem de vida se continuam cada vez mais empresas a fechar…quem dera a muitos ter essa tão desejada oportunidade para saírem do abismo onde se encontra. E, depois ainda acrescenta que “muitos dos licenciados preferem ser trabalhadores por conta de outrem do que serem empreendedores”. Eu pergunto quais as ajudas ao nível do investimento que o Governo criou para ajudar os jovens a abrirem os seus próprios negócios?
Depois de ter dito aos portugueses para deixarem de ser “piegas”, Passos Coelho vem com mais esta barbaridade, esquecendo-se dos dramas diários de imensas famílias, muitas delas obrigadas a recorrer à ajuda dos bancos alimentares para conseguirem ter uma refeição condigna na mesa.
Mas eu até tinha uma solução para este caso: colocar o Sr. Primeiro-Ministro e respetiva família a viverem durante um mês com o subsídio de desemprego, na sua maioria, muito abaixo do salário mínimo nacional, e com todas as normais despesas de um lar para pagar. Aí sim ficará a par da realidade, porque, nesta altura, e a julgar pelos seus recentes discursos, anda totalmente desencontrado com o que se passa no país real.

Susana Cardoso

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Marcas portuguesas de roupa, acessórios, calçado e lingerie

Porque o que é Nacional é bom (este sempre foi um dos meus lemas, lutar e diovulgar aquilo que de melhor se faz no nosso país) andei a fazer uma pesquisa intensiva na internet e deparei me com todas estas marcas portuguesas, na sua maioria expandidas além-fronteiras. Grande parte já conhecia mas outras não e fiquei admirada pela qualidade e beleza das suas coleções. Claro que existem muitas mais mas o post já estava a ficar muito extenso e então selecionei apenas estas! Afinal nós somos muito bons no que fazemos...temos é deixar de lado aquela mentalidade de "coitadinhos" e arriscar, seguir em frente, sem nunca olhar para trás. Estas marcas são a prova disso mesmo. Resultaram do arrojo de pessoas como nós que tinham um sonho e lutaram por ele. Hoje são um caso de sucesso. Uma vénia e aplausos para todos os seus responsáveis. 
No topo das minhas preferências está a One, Lanidor, Salsa, Tiffosi, Parfois...fiquei surpreendida e completamente rendida à Sonne Butti, Scripta, Ria…

Feira de Artesanato de Vila do Conde 2016

Wonder Laces - mais um exemplo do que bem se faz em Portugal

Nasceu para dar uma nova vida às sapatilhas que temos em casa, desafiando - através de aplicações - a criatividade e o estilo pessoal de cada um, de uma forma simples e económica. Chama-se WONDER LACES e é a primeira empresa portuguesa a dar resposta a uma nova tendência de moda estilizada. A WONDER LACES tem à frente Madalena Ruão Garcez, fundadora e gestora da marca que criou em Março deste ano. A responsável explica que a ideia surgiu pelo facto de ser uma apaixonada pelo mundo da moda e que, após um estudo de mercado, descobriu que não havia, em Portugal, nenhuma marca que disponibilizasse aplicações para calçado: “Perante a nova tendência de moda com recurso a aplicações, percebemos que existia uma lacuna no mercado português, uma vez que, não existia nenhuma marca com acessórios para sapatilhas. A WONDER LACES surge com esta missão e com o intuito de dar uma nova vida, não só, às sapatilhas, mas também, ao calçado em geral, de uma forma criativa, prática e económica. Atacadores, …