quinta-feira, 10 de maio de 2012

Instituições solidárias em risco


Nas últimas semanas tenho assistido a uma multiplicação de ações promovidas por algumas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) em busca de apoios financeiros. Tanto em grandes superfícies comerciais ou até mesmo em centros de saúde, lá estavam as responsáveis, devidamente identificadas, a solicitar a ajuda dos cidadãos com donativos.
Não consegui ficar indiferente a estes apelos e lá fui ajudando como podia, porque, infelizmente, as dificuldades económicas atingem quase todos. Mas sei da importância destas instituições, para muitos autênticos lares, onde recebem todo o apoio, aconchego e carinho que falta lá em casa, ou, em muitos casos, pelo incompreensível e abominável abandono completo por parte dos familiares mais próximos.
E, estas acções não nasceram por obra de causa, sendo fruto da grave crise porque, de acordo, com o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), “das 2700 filiadas no CNIS, cerca de 10 por cento estão a atravessar muitas dificuldades”. Este flagelo social foi alvo de um recente congresso, realizado em Lisboa e no Porto, no qual o Ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, lembrou que “as parcerias são fundamentais”, designadamente no que toca à troca mútua de transportes, de equipamentos de apoio aos deficientes, entre outras valências, mas que “o Estado não pode abdicar das suas responsabilidades”.
Espero mesmo que isto seja concretizado porque estas instituições além de empregarem mais de 250 mil pessoas, prestam cuidados essenciais a crianças, idosos, doentes e famílias carenciadas, e nos tempos atuais, são cada vez mais procuradas porque a pobreza extrema continua a atingir, a um ritmo avassalador, imensas famílias no nosso país. Não podia terminar este meu artigo sem uma citação de um dos meus escritores favoritos, Gabriel Garcia Marques, sobre a solidariedade: “Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se”. Isto sim é ser solidário!


Susana Cardoso

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