quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O drama dos migrantes

Nos últimos meses têm sido assustadoras as notícias da grande vaga de migrantes que se aventuram à sua sorte em pequenos botes no Mediterrâneo, algumas com consequências trágicas, em busca de um futuro melhor para fugir à guerra e miséria que assola os seus países, na sua maioria muçulmanos.

A Europa não sabe o que fazer perante tamanho flagelo, muitas fronteiras estão a ter policiamento apertado para impedir a entrada destas pessoas em território europeu, e chegam mesmo a usar arame farpado para travar este calamidade. Mas nem isso detém estes pobres seres, que tentam a todo o custo alterar o seu rumo e, muitas das vezes, colocam a sua vida em risco. Milhares de migrantes já faleceram, outros chegam doentes, campos para refugiados estão a ser montados em vários países, que já se mostraram dispostos a receber estes seres humanos que merecem condições dignas para viverem.



Não interessa a raça, a cor da pele, a religião...estamos a falar de vidas humanos que não têm preço e têm de ser preservadas ao máximo. Claro que a crise económica atravessada pela maioria dos países europeus não ajuda mas cada um vai fazendo a sua parte, da forma que pode e sabe. Pedia-se mais? Sim...mas agora não é o momento de apontar o dedo aos culpados mas sim de tentar encontrar soluções para este flagelo. Todos os dias morrem centenas de pessoas e a imagem da pequena criança síria de três anos que deu à costa numa praia da Turquia, morrendo por afogamento, tal como a sua mão e irmão, invadiu as redes sociais, e motivou uma onda de solidariedade, aliada a alguma revolta, perante o que está a suceder no mundo.

Ninguém pode ficar indiferente. Portugal também vai abrir as suas portas aos refugiados e aplaudo esta medida. Claro que nunca nos podemos esquecer dos sem-abrigo que, a cada dia que passa, vão aumentando nas cidades portuguesas e também eles merecem um acompanhamento e uma mão amiga. São muitos problemas, muitas injustiças, muitas tragédias....dói-me o coração, está tão apertado porque também eu gostaria de fazer alguma coisa mas, de momento, apenas posso pedir nas minhas orações muitas benções divinas para estas almas perdidas, que vagueiam sem rumo, à procura de uma luz no fundo do túnel.

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