Bem-vindos ao meu cantinho dedicado a tudo aquilo que faz parte da nossa vida. Um mundo por descobrir com a certeza de que a busca é infinita.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Sim foi difícil mas quem disse que seria fácil?
Afinal a vida não é um mar de rosas
E todos os espinhos servem de aprendizagem
Todos os dissabores ajudam-nos a crescer
Como nada cai do céu temos de ir à luta
Este é o espírito guerreiro que conservo em mim
Muito por culpa das minhas raízes vimaranenses!
Orgulho-me do berço onde nasci
Dos amigos que conquistei ao longo da vida
Da maior dávida de Deus : o meu marido Daniel Carvalho..
Dos meus animais lindos que me enchem o coraçao
De tudo o que amealhei a pulso
Das batalhas que perdi
Das outras que venci
Sem nunca ter medo de ir à luta
Aprendi a viver um dia de cada vez
Sem traçar metas, viver ao sabor do vento
Aproveitar cada instante, cada momento
Sem arrependimentos ou mágoas
Aprendi a perdoar a quem me fez mal
Porque Deus onde está não dorme
E sempre a valorizar quem gosta de mim e me trata bem!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Só agora se lembram do espírito de Natal?
Esta é uma pergunta que faço a mim própria sempre por estas alturas....será que só agora as pessoas se lembram de cultivar o verdadeiro espírito de Natal? Continuo fiel ao lema de que o "Natal é sempre quando um homem quiser" e fico totalmente revoltada com aquilo em que transformaram esta quadra natalícia...é um tempo de consumismo exagerado, nos shopings não se pode andar tamanha é a quantidade de pessoas que se aglomera dentro daquelas quatro paredes (a mim não me apanham lá agora), nas televisões é só anuncios a apelar a compras e mais compras, sobretudo direcionados para os mais pequenos....o espírito de Natal deve ser cultivado em todos os dias do ano...ajudando o próximo, o nosso irmão que sofre, que passa frio, fome, que está sozinho, fazendo sempre o bem, sem guardar rancor a quem nos quer ou tenta fazer mal, agradecer a Deus a dádiva de mais um dia que passou...este sim é o verdadeiro espírito de Natal!!!!
A Liberdade é sempre um belo acto de renúncia. Não conseguirá ser livre quem se sentir amarrado a alguma coisa. Não é livre quem se apega demasiado aos bens materiais. Não é livre quem se julga dono da verdade e não aceita os conselhos nem a opinião dos outros. Só é livre quem vive em permanente disponibilidade: para a Verdade, para o Amor, para a Justiça e para o Bem. Lembre-se de que no menor esforço de renúncia reside uma imensa força de libertação.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Um país assim não pode crescer!
Infelizmente, parece que a população mais jovem está a seguir o lamentável repto deixado por Passos Coelho há alguns meses quando incentivou os portugueses a encontrarem outro rumo na vida no estrangeiro. Isto porque de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) entre Junho do ano passado e Junho deste ano 65 mil jovens, na sua maioria recém-licenciados, saíram de Portugal à procura de um melhor futuro. E, só no primeiro semestre deste ano, 44 mil cidadãos, entre os 25 e os 34 anos, saíram do país, por entre uma imensa tristeza como já foi possível constatar em inúmeras reportagens televisivas, porque para trás deixaram os seus familiares e amigos rumo a uma aventura no desconhecido.
Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, afirmou, na semana passada, em declarações à TSF “que a queda foi mais acentuada entre os homens, sendo o sexo masculino o mais afectado pela crise e pelo desemprego”.
Este é mais um resultado da famigerada crise que afeta o país e o mais grave é que estamos a perder mão-de-obra de qualidade, aproveitada, depois, por outros países. Como lhes oferecem melhores condições de vida, em todos os aspetos, estes emigrantes lusos acabam por se destacar nas diversas áreas em que se especializaram, designadamente no que toca às ciências e investigação. Pergunto: é este o futuro que queremos para o nosso país?
Assim como poderemos inverter as tendências negativas da economia e conseguir o tão desejado crescimento que nos permita sair do grande sufoco em que quase todos nós nos encontramos? Estas e outras perguntas gostava mesmo de colocar aos nossos governantes, porque nada estão a fazer para travar este flagelo. Antes pelo contrário! Às tantas, digo eu, até lhes convém que os jovens recém-licenciados emigrem para que as filas nos Centros de Emprego diminuam e a taxa de desemprego não aumente.
Mais uma triste consequência da forma como somos governados que, ao invés de incentivarem os mais novos - na sua maioria com grandes capacidades intelectuais, comprovadas pela sua formação e especialização - a lutarem pelo crescimento de um país à beira da estagnação, prefere mandá-los para outras paragens. Lamentável!!!!!
Susana Cardoso
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Dar de comer a quem tem fome
De louvar a recente criação do “Movimento Zero Desperdício”, numa iniciativa levada a cabo pelo cidadão António Costa Pereira, com o intuito de aproveitar as sobras diárias de grandes superfícies e restaurantes e, desse modo, alimentar muitos portugueses, que de outra forma não têm maneira de ter comida na mesa. No espaço de apenas meio ano mais de 55 mil refeições foram recuperadas com o apoio também de refeitórios de empresas e de grandes eventos realizados, este ano, como o Rock in Rio, Optimus Alive e Estoril Open. “É um número que, todos os dias, felizmente, tem vindo a aumentar, porque, infelizmente, cada vez há mais pessoas com necessidades”, confessou, na semana passada, o responsável por esta iniciativa aos microfones da TSF.
Sob o lema “Portugal não se pode dar ao lixo”, são também avançados os seguintes números na página oficial deste movimento, que nos fazem pensar, e muito: 360 mil pessoas passam fome no nosso país; 20 por cento do nosso lixo é comida; um terço da comida produzida no mundo acaba no lixo, em quantidade suficiente para alimentar 3 mil milhões de pessoas; 50 mil refeições acabaram diariamente no lixo dos restaurantes de todo o país. Infelizmente, parece que estamos a voltar ao período antes 25 de Abril de 1974, durante o qual muitas famílias viviam em claras dificuldades, transformando-nos numa espécie de país do terceiro mundo. Então com toda a austeridade imposta pelo Governo, cujo ponto alto foi a apresentação do orçamento de Estado para 2013, onde, uma vez mais, é quem trabalha que paga uma crise que não criou, não há forma de a atual situação melhorar. Vai piorar, de certeza absoluta, porque citando apenas uma das medidas para reduzir a despesa, vão ser despedidos 10 mil funcionários públicos. Ao invés de cortarem nas gorduras do Governo, seguindo o exemplo de muitos países, onde os ministros reduziram o seu ordenado e acabaram com várias regalias, voltam a carregar nos trabalhadores. Claro que vamos assistir a mais famílias a recorrerem aos bancos alimentares, à espera do seu cabaz, para conseguir uma refeição digna em casa. Triste realidade a nossa, porque tal como dizia José Sarney “a fome é uma agressão à liberdade e à vida”!
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Meio país a arder
Se há coisa que me mete repulsa são os inúmeros fogos que dizimam hectares e mais hectares de florestas no nosso país, chegando mesmo, em muitos dos casos, a colocar em risco a vida das pessoas, além das suas próprias habitações. Para tal basta lembrar o que sucedeu recentemente na Madeira, uma das mais catástrofes de que há memória, e, ainda na semana passada, em Chaves e Tomar, onde o desespero da população deixava qualquer um consternado. Sem esquecer a desgraça de uma paisagem que outrora era verde e, de repente, por obra de um monstro, ficou negra como carvão, também muita gente que vivia do trabalho da terra e da criação de animais, ficou sem o seu sustento diário. Nem quero imaginar o sofrimento daquela gente na dura batalha travada contra o avançar das chamas, não conseguindo pregar olho porque, a qualquer momento, pode haver algum reacendimento que volta a envolver nova luta. Isto sem falar, é claro, no trabalho notável e também ele de sofrimento intenso das corporações de bombeiros, os soldados da paz que são incansáveis no trabalho que desenvolvem. E, se não fazem mais, é porque, infelizmente, não têm mais meios para tal, restando-me dar-lhes um enorme voto de louvor, também em memória daqueles que faleceram.
Desde o início do Verão foram identificados e capturados dezenas de incendiários que sem uma medida de sanção à altura da monstruosidade que cometeram, são raros os casos em que aguardam julgamento na cadeia, ficando apenas sujeitos a termo de identidade e residência. Pergunto-me: Como é que isto é possível? Depois muitos deles vêm com a desculpa esfarrapada de que sofrem de perturbações mentais e acabam por sair ilesos do crime que cometeram. Enquanto não houver uma justiça dura e severa sobre estes seres desprezíveis que ateiam as chamas nos lugares mais recônditos e de difícil acesso, os fogos vão continuar a assolar o nosso país. Mas esta também é uma realidade vivida em quase toda a Europa que me revolta profundamente. Parece que as pessoas não sabem, ou não querem saber, do bem que faz a natureza, do are saudável que se respira nas montanhas, e que, pelo menos, de alguma forma, nos protegem da poluição que vai aumentando a olhos vistos e nos permitem também relaxar do stress diário. Façam por proteger a natureza e tudo aquilo que a rodeia. É um bem precioso do qual todos podemos desfrutar!
Susana Cardoso
Revolta popular cheira a revolução
O passado dia 15 de Setembro vai ficar gravado na história como o momento da reviravolta em Portugal, onde a força do povo saiu para a rua numa das maiores manifestações de sempre em várias cidades do país que juntou milhares de pessoas em protesto aceso pelas constantes medidas de austeridade anunciadas pelo Governo. Olhar para aquelas imagens, onde crianças, jovens, adultos e idosos se juntaram a uma só voz foi arrepiante e até me deixou emocionada, fazendo lembrar o 25 de Abril de 1974. Aliás, uma imagem de uma senhora a oferecer um cravo vermelho a um agente da autoridade, captada por um fotógrafo da TVI, ficou-me na retina e era clara a alusão à Revolução de Abril. Também muitos ergueram cartazes a pedir aos polícias para tirarem as fardas e juntarem-se ao povo!
E, nem foi preciso que alguma força política organizasse o protesto. A ideia saiu das redes socais e os portugueses disseram “sim” e desfilaram por várias artérias de Lisboa, Porto, Braga, Viseu, entre outras mais cidades, deixando clara a ideia de que este Governo já deixou de servir os nosso destinos há muito tempo.
Com o desemprego a disparar, os impostos a subir, as pessoas sem poder de compra e, muitas delas, já sem dinheiro para comer, aumentando os pedidos de auxílio nos bancos alimentares contra a fome, é notório o estado a que chegou a nossa nação. Este é um país sem perspectivas de futuro, sem esperança, onde os cidadãos pedem a demissão dos actuais governantes, esquecendo-se, contudo, que se eles estão lá foi porque a maioria dos eleitores votou neles. Não me incluo neste grupo porque nas eleições coloquei a cruz num partido diferente e, por isso, estou de consciência tranquila mas solidária com tudo e todos. Não se aguenta mais tanta opressão sobre quem dá o litro no dia-a-dia no seu emprego. Tiram aos pobres para dar aos ricos e, infelizmente, os que trabalham é que pagam este grave crise financeira.
Depois, fiquei ainda mais espantada com a atitude inqualificável de Paulo Portas que mesmo sendo contra o aumento de 7 por cento nos descontos dos trabalhadores para a Segurança Social, anunciado por Pedro Passos Coelho par 2013, não quis colocar em causa a coligação e, então, optou por não fazer valer o que defende. Ou seja, vai deixar ir avante estas e outras medidas anunciadas pelo Primeiro-Ministro, escondendo-se na sua concha, com medo, é claro, de perder o seu posto. Sem palavras esta atitude!!!! Que políticos são estes que nos governam? Palpita-me que pelo andar da carruagem isto não vai aguentar até ao final do ano… e todos vamos aplaudir a queda destes sugadores e seguidores de uma troika que não faz cá falta nenhuma.
Susana Cardoso
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