quarta-feira, 18 de novembro de 2015

E o país parou...

As dificuldades que Portugal atravessa são mais do que muitas e para agravar toda esta situação tudo está estagnado até que o senhor Silva decida o que fazer com o Governo. Em primeiro lugar devia lembrar-se que no cargo que ocupa tem de defender os interesses dos portugueses e não os seus interesses partidários, depois a solução é simples: indigitar a maioria da esquerda que venceu na AR. As pessoas votaram nesse sentido, repartindo-se os votos por todas as forças partidárias do PS, CDU e Bloco de Esquerda, e uma vez que não há acordo nem maiorias que permitam à coligação PàF manter-se por mais dois anos, há que respeitar o que está consagrado constitucionalmente. Mas não...o senhor Silva decidiu visitar na Madeira, tecer uns comentários que só revelam o seu estado, e continua a ouvir os grandes capitalistas. Mas para quê perder este tempo todo com estes fait-divers se a solução está aos olhos de todos? Independentemente das minhas cores partidárias eu diria que nada mais fácil para se resolver. Mas não...o senhor Silva continua a adiar o inevitável e ou muito me engano, como a Constituição não pode ser revista para se fazerem eleições antecipadas como queria o Passos Coelho (um dos estandartes dos constantes atropelos a um documento em vigor desde 1910), então vai optar por um Governo em gestão para que a nossa situação piore ainda mais...os mercados estão todos na expetativa, o défice e o PIB devem estar já em números gritantes, e tudo por culpa da irresponsabilidade de quem tem poder para decidir. Ai Portugal para onde caminhas?

sábado, 14 de novembro de 2015

Choro por Paris e por todos os inocentes que morrem no mundo

Hoje choro por Paris e por todo o seu povo...mas também choro pelos milhares de inocentes que morrem todos os dias no mundo, sobretudo no muçulmano, à conta do fanatismo e verdadeiros atos tresloucados de espécimes que têm de ser varridas do planeta.
Paris, em particular, deixa-me muito triste porque é uma cidade pela qual me apaixonei...um amor à primeira vista. Estive lá pela primeira vez em março de 2010 e fiquei encantada com os cheiros, as cores, a cultura que se respira em cada canto. Passeei junto à Torre Eiffel, convivi de perto com argelinos e marroquinos, gente simpática, deliciei-me com cada avenida (as galerias Lafayette são mágicas), a ópera de Paris é algo de estonteante, o museu do Louvre, o rio Senna...tudo é mágico, lindo, um verdadeiro encanto...hoje o meu coração chora pela morte de centenas de inocentes às mãos de gente louca, que matam por dá lá aquela palha, dizendo que o fazem em nome de um Deus...mas Deus é amor, é compaixão, é solidariedade, entreajuda...só que estes monstros estão de tal modo com o cérebro moldado por um fanatismo hediondo e alarmante que não tem cura...as crianças são forçadas a isto desde pequenas, pobres seres...
O receio é que muita gente confunde os refugiados com terroristas e isso está errado. Os refugiados fogem precisamente destes mesmo terroristas, deixando para trás toda uma vida, familiares e amigos, em busca de um futuro melhor, sem o som das bombas, das mortes, da destruição!
Grande parte da culpa também pertence às grandes nações capitalistas que fornecem armamento a estes tresloucados e, em muitos casos, até os ensinam a combater num cenário de guerra...eles infiltram-se, fazem-se passar por cidadãos comuns e um dia acontece uma desgraça.
É hora de olhar com olhos de ver para aquilo que está a acontecer, não se deve vender armamento a estes grupos organizados, porque é dar-lhes um relógio bomba para as mãos.
Não sei onde isto vai parar....no ar paira o clima do medo...continuo a dizer que por enquanto estamos num cantinho abençoado mas não sei até quando....tenho receio que se aproxime uma III Guerra Mundial entre ocidentais e muçulmanos...tenho muito receio...
Enquanto isso as minhas preces e orações estão com os familiares e amigos de quem partiu...muita luz e paz às suas almas...não tenho mais palavras


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Força!


Flores aos vivos

Sem querer ferir susceptibilidades, o dia 1 de novembro é, na minha opinião, uma verdadeira montra de falsas aparências e do politicamente correto. As romagens aos cemitérios para visitar os entes queridos que já não estão entre nós podem ser uma tradição secular mas a maioria das pessoas que por lá andam chegam ao cúmulo de colocar "selfies" no facebook com as campas como pano de fundo, e com rasgados sorrisos. Por amor da santa digo eu!!! Isto é o cúmulo dos cúmulos!
Claro que temos de respeitar as crenças de cada um mas, por mim falo, já perdi pessoas muito importantes na minha vida (deixaram uma saudade eterna no meu coração) e não mais voltei a um cemitério. Isto porque seguindo a minha maneira de encarar a fé e a própria morte e perda de entes queridos tenho-os gravados no coração e as melhores flores dei-as enquanto eram vivos.
Como dizia a minha querida avó, minha segunda mãe, que já partiu para a vida eterna "minha filha as melhores flores quero-as enquanto for viva. Quando morrer não quero ninguém de volta da minha campa nem flores porque não precisarei disso para nada. Apenas que se lembrem de mim e rezem, pedindo luz à minha alma".
Esta frase marcou-me para sempre e faço questão de seguir o que a minha avó tinha pedido. Porque na realidade tenho familiares que desrespeitaram e trataram mal a minha avó e, agora, vão para lá armados em púdicos, só para aparecerem bem na fotografia, chorando lágrimas de crocodilo só para darem nas vistas. Basta de hipocrisia! Enquanto os vossos entes queridos forem vivos façam por lhes dizerem o quanto os amam, tratem-nos bem, deem-lhes carinho, apoio e atenção...porque quando se forem tudo acabou. Temos de zelar por eles enquanto cá estão, oferecendo-lhes a cada dia as flores mais lindas do nosso jardim!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Uma vénia aos atletas paralímpicos

Portugal voltou a ser notícia pelas medalhas conquistas recentemente nos Mundiais Paralímpicos, comprovando-se, uma vez mais, o valor destes atletas com uma força avassaladora e que transformaram as suas fraquezas em grandes virtudes. Pena é o pouco apoio que quem de direito presta a este desporto, enquanto uns ganham milhões estes ficam-se pelos tostões. Mal da sociedade mas o reconhecimento de grande parte dos portugueses chega através das redes sociais, com a partilha de todas estas conquistas importantes, porque no que toca aos meios de comunicação social muitas ficam-se apenas por uma pequena nota de rodapé. Não são notícias que abram telejornais. E pergunto: porquê? Será que não merecem o mesmo tratamento dos outros atletas? Merecem sim. Merecem isso e muito mais. Porque são pessoas que têm problemas, seja de que nível for, mas conseguem ser autênticos campeões no sentido literal da palavra. Ultrapassaram preconceitos, estigmas impostos pela sociedade, fizeram-se mais fortes, e quando estão em prova não se notam quaisquer diferenças em termos de luta. Talvez até sejam muito mais aguerridos porque durante aquele tempo sentem-se capazes de conquistar o céu e se conseguem de fato vencer os outros adversários então aí a felicidade não se mede por palavras. Não há um dicionário capaz de traduzir tamanhas emoções vividas por verem elevado não só o seu nome como o de Portugal, a sua pátria. São fortes, corajosos, seres humanos de grande nível e um exemplo para todos nós. Isto porque se a maioria fica aterrorizada e paralisa perante a mínima dificuldade, fazendo disso uma gota no oceano, estes desportistas encontraram uma forma invejável de se superarem seja na competição como nas suas próprias vidas. São gigantes. Enormes. E mereciam um outro tratamento por parte do Governo e demais entidades. Sei que não vivem para isso mas para competir a este nível é preciso apoio, que muitos não têm, chegando a pagar dos seus bolsos para treinarem e, assim, puderem estar na sua melhor forma para quando chegar o dia D.
De minha parte faço uma vénia a todos os atletas paralímpicos, aplaudindo-os de pé, com um rasgado sorriso e um grande "obrigada" por nos ensinarem tanta coisa, fazendo ver que somos capazes de tudo quando realmente estamos imbuídos do espírito de conquista. Parabéns a todos, mesmo os que não sobem ao pódio, porque na pista são uns valentes. Superam-se. Saltam barreiras. Contornam obstáculos. E são o exemplo vivo de que com querer, suor, sacrifício podemos chegar muito mais longe.

Gosta de ti e luta por ti

Não é para me gabar mas eu gosto muito de mim. Sempre fiz questão de cultivar uma auto-estima inabalável, capaz de enfrentar tudo e todos, e nenhuma adversidade que se meta no meu caminho me faz cruzar os braços. Será do meu espírito? Faz parte da minha existência? Sim mas também trabalhei muito para isso, investi em mim própria, coisa que muitas mulheres não fazem, e no que toca a relações sentimentais se sentia que não dava mais logo colocava um ponto final.
Não tive muitos relacionamentos mas os que tive até ao dia em que encontrei a minha alma gémea, com a qual me casei e sou imensamente feliz, tive alguns muito desgastantes, sobretudo um de sete anos que me levaram à exaustão. Mas como sempre fui eu que disse "basta" em nome do meu bem-estar físico e mental. Era uma relação que só me fazia mal, consomia-me por dentro. E isso eu não queria. Em primeiro lugar estava eu. Acho que faz falta a muitas mulheres pensarem primeiro nelas próprias. Não é nada saudável manter uma relação que já não tem ponta por onde se lhe pegue apenas para manter as aparências, em nome dos filhos, devido à dependência financeira e por aí fora. Relações de fachada não. Não queiram isso para vocês. Com o decorrer do tempo vão acabando por "apodrecer" de tal forma que um dia já não sabem mais quem são. E não estou aqui a falar de casos de violência doméstica, os mais complexos, mas também aqui há que ter a coragem, e também apoio, para terminar com algo que não faz qualquer sentido.
Estimem-se, respeitem-se, amem-se, nunca deixem que vos deitem abaixo. Façam do amor próprio uma das regras da vossa vida e não se deixem atormentar por sentimentos maus, pelo sofrimento diário e contínuo. Ninguém merece isso. A nossa vida vale muito mais. Muito mais do que imaginam, E nunca liguem às opiniões alheias ou olhares de soslaio, não se deixem influenciar ou amedrontar por aquilo que os outros vão pensar ou dizer. Não há rótulos de mulheres divorciadas ou separadas. Há apenas mulheres que por mera infelicidade terminaram uma relação com a qual não se identificavam e onde não se sentiam nada bem. Colocaram um ponto final para voltarem a sentir aquela alegria perdida de viver. Mesmo que tenham filhos não tem receios. São os vossos pequenos tesouros e acabam, mais cedo ou mais tardar, por perceber o que se passou, porque se pensarem bem também eles sofrem com os gritos, as discussões, os silêncios.
Sejam fortes, guerreiras, mantenham-se firmes rumo ao que pretendem para a vossa vida e façam por ser felizes. Sozinhas ou acompanhadas. Desde que se sintam bem, em paz de espírito e tranquilidade. A escolha é vossa.

Fazer o que se gosta é uma dádiva

A minha experiência de vida permite me afirmar que uma das velhas máximas não podia ser mais certeira: Fazer o que se gosta é uma dádiva. Ti...